A estrela do diabo

É verão na Noruega, o gelo e a névoa se derretem para dar lugar ao calor e ao sol. Na cidade de Oslo a temperatura ganha contornos tropicais, e todos estão em férias coletivas. É nesse momento de alegria climática que o investigador Harry Hole é obrigado a sair de seu isolamento autodestrutivo e encarar o cruel assassinato de uma jovem, morta em sua própria casa. Harry anda tão acabado que mal parece um inspetor da polícia. Obcecado pela morte da ex-parceira de trabalho, insistindo em provar a culpa do também investigador Tom Waaler, abandonado pela namorada e afundado no alcoolismo, pode-se dizer que ele já teve dias melhores. E neste caso ele terá como parceiro justamente Waaler. O caso a princípio parece apenas mais um homicídio, mas novas mortes ocorrem e macabros elementos em comum vão surgindo aos olhos de Harry. O principal deles é que o assassino corta um dedo de cada vítima e deixa no local do crime um diamante vermelho no formato de estrela: o formato do pentagrama, uma figura mágica a que se atribui caráter agourento. A estrela do diabo. Um serial killer a deter e o vício do álcool a resistir já seriam suficientes para qualquer um, mas o martírio de Harry ainda inclui propostas indecentes de Waaler, que acaba se mostrando um inimigo à altura de qualquer assassino em série.